
Hoje sou maduro o suficiente para não esconder minhas crises, e talvez inocente demais para ser tão transparente. Mas o que tenho aprendido é que as pessoas se aproximam e se identificam mais comigo através dos meus pontos fracos. Afinal, ainda somos humanos, demasiadamente humanos, como afirmou Nietzsche, e não creio que seja plano de Deus nos desumanizar, mas aperfeiçoar nossa humanidade, tendo como referencial a pessoa de Jesus Cristo. Este caminho é muitas vezes tenebroso, mas necessário. Sempre surpreendente, mas nunca indiferente. Tem começo, mas não tem fim. Foi dando os primeiros passos nesta estrada, que escrevi:
Um menino consciente
O que o diferencia de ser um menino?
As rugas indesejadas em seu rosto?
Ou a trajetória traçada por seu destino?
Torna-se falha a experiência de vida
Quando trata dos caminhos do coração,
Pois mesmo as dores antes vividas
Nem sempre amadurecem a emoção.
Hoje adulto, às vezes me sinto menino,
E questiono o que me fez a maturidade
Quando por vezes sou tímido, retraído e franzino
Mas agora, sou consciente desta verdade.
Meu desafio como homem-menino,
É reconhecer esta minha fragilidade,
E, enfrentando as curvas do meu destino
Poder revelar a minha maturidade.
Com amor e graça,
Dailson