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terça-feira, 7 de outubro de 2008

Aprendendo com a minha [i]maturidade...



Hoje sou maduro o suficiente para não esconder minhas crises, e talvez inocente demais para ser tão transparente. Mas o que tenho aprendido é que as pessoas se aproximam  e se identificam mais comigo através dos meus pontos fracos. Afinal, ainda somos humanos, demasiadamente humanos, como afirmou Nietzsche, e não creio que seja plano de Deus nos desumanizar, mas aperfeiçoar nossa humanidade, tendo como referencial a pessoa de Jesus Cristo.  Este caminho é muitas vezes tenebroso, mas necessário. Sempre surpreendente, mas nunca indiferente.  Tem começo, mas não tem fim. Foi dando os primeiros passos nesta estrada, que escrevi: 

Um menino consciente

O que faz um homem ser maduro?

O que o diferencia de ser um menino?

As rugas indesejadas em seu rosto?

Ou a trajetória traçada por seu destino?

 

Torna-se falha a experiência de vida

Quando trata dos caminhos do coração,

Pois mesmo as dores antes vividas

Nem sempre amadurecem a emoção.

 

Hoje adulto, às vezes me sinto menino,

E questiono o que me fez a maturidade

Quando por vezes sou tímido, retraído e franzino

Mas  agora, sou consciente desta verdade.

 

Meu desafio como homem-menino,

É reconhecer esta minha fragilidade,

E, enfrentando as curvas do meu destino

Poder  revelar a minha maturidade.


Com amor e graça,

Dailson